Arquivos de 09/2009

rel="canonical" ou redirect 301?

Pra quem não entendeu o motivo da questão no título deste texto, uma breve explicação: as duas opções são formas válidas para se definir qual é a versão "original" em casos de conteúdo duplicado.

Mas se são duas formas diferentes de se chegar ao mesmo resultado, qual delas escolher? Há vantagens e desvantagens? Há casos em que só uma delas se aplica? São essas perguntas que eu tentarei responder aqui neste texto. :D

Entendendo o problema do conteúdo duplicado

Para entender onde e como aplicar corretamente as soluções acima, é importante entender qual é o real problema com conteúdo duplicado. Para entender isso, vamos precisar de um exemplo: a página inicial desse blog encontra-se em http://blog.klaus.pro.br/ - mas nada impede que alguém faça um link para ela assim: http://blog.klaus.pro.br/?home. Note que ambos os endereços funcionam perfeitamente.

No caso acima, os dois endereços exibem a (mesma) página inicial deste blog. Agora pense como um robô indexador, será que os dois endereços mostram o mesmo conteúdo porque alguém quer me enganar, dando a impressão de que há mais conteúdo do que realmente há no site, ou simplesmente os dois endereços são considerados a mesma página pelo sistema do site em questão. E se os dois endereços realmente apontam para uma mesma página, qual deles eu devo considerar como "principal" ou "original"?

Para resolver essa ambiguidade e, de quebra, definir qual é a página "original", as duas soluções acima podem ser empregadas.

Onde as duas soluções se aplicam

Quando você está resolvendo a questão de conteúdo duplicado apenas dentro do domínio de seu site, as duas soluções são aplicáveis. Ou seja, usar a meta tag canonical ou um redirecionamento 301 resolve perfeitamente a questão, levando-se em conta a restrição de domínio acima.

Desta forma, para resolver o problema citado no começo deste texto usando a meta tag canonical bastaria eu colocar isso na página incial do meu blog:

<link rel="canonical" href="http://blog.klaus.pro.br/" />

Onde apenas a meta tag canonical se aplica

Nota: Este exemplo foi retirado deste vídeo.

Se no seu site você possui uma versão "normal" da página e uma versão para impressão, muito provavelmente as páginas serão muito parecidas, a ponto de parecerem conteúdo duplicado para um indexador de conteúdo.

Se você colocar um redirecionamento 301 na página de impressão, nenhum usuário vai conseguir ver a página, o que definitivamente não é uma solução para o problema :) . Já com a meta canonical você pode informar sem problemas que a página "normal" é a versão "original" daquele conteúdo.

Onde apenas um redirecionamento 301 (ou 302) se aplica

A meta canonical não é válida (ou seja, ela é ignorada) quando a página referenciada encontra-se em outro domínio. Nesses casos, para indicar que o conteúdo original encontra-se em outro lugar, sua única opção é fazer um redirecionamento permanente ou temporário (301 ou 302, respectivamente) para o conteúdo "original".

Conclusão

Se você precisa resolver o problema de conteúdo duplicado em páginas de domínios diferentes, suas opções são os redirecionamentos 301 ou 302. Se ambas as páginas precisam ser acessíveis pois seu conteúdo é muito parecido mas não é igual, use a meta tag canonical.

É isso! :)

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[tcc] Avaliação Heurística

Como já passamos da metade de setembro, já está mais do que na hora do nosso TCC começar a tomar suas formas finais.

O protótipo com tudo aquilo que levantamos nesse tempo de pesquisa e trabalho ficará pronto esta semana, possivelmente na quarta-feira. Já fizemos vários testes, digamos, "menos formais" enquanto o protótipo estava sendo desenvolvido e tudo correu bem.

Porém, assim que o protótipo estiver concluído, será a hora de aplicar alguns testes mais completos e fundamentados para garantir que aquilo que levantamos realmente tem algum valor. :D

Método de execução do testes

OK, precisamos testar e verificar os resultados... mas o que usar para concluir essa tarefa? Após alguma pesquisa chegamos ao "king of usability" como a Internet Magazine o definiu anteriormente e encontramos uma forma que se encaixou perfeitamente ao que precisamos cumprir: a avaliação heurística.

A ideia básica por trás da avaliação heurística é conduzir uma série de testes em um sistema a fim de identificar pontos com uma usabilidade ruim. Para descobrir esses pontos é necessário verificar após os testes se algo não obedece aos padrões de usabilidade definidos (daí a heurística do negócio).

O que validar?

Após definir a forma de executar os testes, era necessário descrever tudo aquilo que deve ser validado nos testes. Novamente contamos com a ajuda do Dr. Jakob Nielsen para isso.

O Dr. Jakob sugere uma lista com 10 itens que podem ser validados numa avaliação heurística de interfaces. Com base nessa lista e nas informações explicadas no texto, pudemos gerar a nossa lista de fundamentos fazendo diversas adaptações, correções e adições.

Testes com pessoas

Após termos essas duas fases concluídas, a próxima fase (que é a fase que estamos agora) é fazer o teste com pessoas reais (que se beneficiaram do sistema em seu estado final) e verificar os resultados.

Até aí tudo certo... Vamos testar com pessoas mas... Quantas pessoas? A pergunta parecia ter uma difícil resposta, mas novamente o Dr. Jakob já publicou um artigo oportunamente chamado "Why You Only Need to Test with 5 Users".

No artigo acima é demonstrado que com cinco usuários, estatisticamente, você consegue encontrar 85% dos problemas de usabilidade de um sistema. Com base nessa informação seus custos e tempo necessários para realizar os testes podem ser mantidos num patamar baixo e acessível, facilitando a execução dos testes mesmo quando se tem severas restrições orçamentárias. :)

Por fim...

A partir da semana que vem nossos testes começarão. Ao que tudo indica, o processo será trabalhoso mas está bem fundamentado e promete bons resultados. Logo saberemos. :)

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